Governo do Distrito Federal
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10/09/20 às 17h47 - Atualizado em 11/09/20 às 13h03

Novos terminais rodoviários beneficiam seis regiões administrativas do DF

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Obras integram série de projetos do transporte público e vão beneficiar aproximadamente 275 mil pessoas

 

O transporte público coletivo do Distrito Federal está com uma série de projetos que vão melhorar a mobilidade urbana na capital. Entre eles estão as construções de cinco novos terminais rodoviários e a reforma completa do terminal Gama Centro, que já está com o edital de licitação em análise. Em Santa Maria, a construção já começou. E os projetos dos terminais do Arapoanga, Itapoã, Sol Nascente e Varjão estão em fase final de elaboração com previsão de início das obras ainda este ano.

 

Os seis novos terminais irão beneficiar cerca de 275 mil moradores das regiões administrativas, com obras adequadas a todas as regras de acessibilidade e que garantem maior segurança e conforto para os usuários do transporte coletivo. Além disso, os terminais valorizam e desenvolvem suas proximidades, trazendo novas oportunidades de negócios.

 

“São obras importantes e que, em conjunto com outros projetos que estão sendo desenvolvidos pela Secretaria, irá melhorar o transporte coletivo no Distrito Federal e assim dar opção ao usuário de deixar o seu carro em casa e usar o transporte público”, explicou o secretário de Transporte e Mobilidade, Valter Casimiro.

 

Confira agora a situação de cada projeto dos terminais rodoviários.

 

 

Obra chega aos 30% em Santa Maria

 

A construção do terminal rodoviário de Santa Maria teve início em março deste ano e está com 30% do cronograma concluídos. É a concretização de um antigo sonho dos usuários do transporte público coletivo da cidade. O terminal vai beneficiar os mais de 120 mil moradores de Santa Maria, devendo ser um novo polo de desenvolvimento no local. O terminal está sendo construído em terreno com área total de 16.015,43 m², que fica na quadra 401, onde antes era o estacionamento do ponto final dos ônibus.

 

“Achei ótimo quando recebi a notícia da construção, porque é um transtorno pegar ônibus ali no estacionamento”, disse Alexandre Henrique de Carvalho Reis, que trabalha com fotografia e costuma embarcar numa linha que vai até a estação do BRT. Morador desde criança na quadra 302 de Santa Maria, próxima ao terminal, ele conta que toda manhã um grande número de estudantes e trabalhadores sofrem para embarcar num ônibus naquele local.

 

 

“Nessa época de seca é ruim porque tem poeira e calor, mas na época da chuva é ainda mais complicado. O lugar tinha apenas um pequeno abrigo e as pessoas eram obrigadas a tentar se proteger em lojas próximas. E para piorar, os ônibus saiam, uns para um lado, outros para o lado oposto, se a pessoa não tivesse conhecimento não conseguia embarcar. Estamos temporariamente tendo de pegar os ônibus em outras paradas, mas quando o terminal ficar pronto será bom, porque aí vai acabar com essa desorganização”

 

A rodoviária de Santa Maria será ponto de partida de 14 linhas de ônibus circulares e também linhas alimentadoras do BRT. Pelo local passam pelo menos 72 ônibus que fazem 419 viagens de segunda a sexta, 332 aos sábados e 193 aos domingos. O novo terminal poderá ser utilizado ainda para fazer a integração com as linhas do semiurbano do Entorno do Distrito Federal.

 

 

O terminal terá plataformas com 10 boxes para embarque e desembarque, e 53 vagas para estacionamento de ônibus na fila de espera. O estacionamento público contará com 60 vagas para veículos e 25 vagas para motos, além de um módulo paraciclo com 70 m². Serão construídos dois banheiros públicos com acessibilidade e o espaço para uma lanchonete.

 

O GDF está investindo R$ 4,8 milhões na construção, que tem previsão para ser concluída em 2021.

 

 

Licitações em andamento

 

Outros dois terminais que já estão com a licitação em andamento serão construídos no Varjão e no Itapoã. As cidades não contam com estruturas rodoviárias adequadas e isso passou a ser uma reivindicação constante da população.

 

“É uma demanda muito antiga da comunidade. Eu cheguei a participar de reuniões com a Semob para expor a necessidade de um terminal no Varjão. Nós precisamos muito de um local mais confortável por aqui”, explica Maria Lúcia da Costa, moradora do Varjão há 46 anos.

 

Para a moradora do Itapoã, Ágatha dos Santos, o novo terminal vai trazer mais segurança e facilidade no acesso a outras regiões administrativas. “Uma estrutura rodoviária é necessária por aqui. Com a chegada de um terminal no Itapoã, os moradores terão facilidade no acesso para outras cidades. Além disso, terei mais segurança ao pegar o ônibus, pois saio de casa às 6h da manhã para ir a faculdade e não vou precisar caminhar tanto para pegar um ônibus para o Plano Piloto”, afirma.

 

O Governo do Distrito Federal ouviu e a solicitação da Maria Lúcia, da Ágatha e de tantos outros usuários do transporte foi atendida. A construção do Terminal Rodoviário do Varjão será em um terreno de 1,4 mil metros quadrados, localizado no Lote 1, conjunto H, Quadra 10. Atualmente, os passageiros da região e os colaboradores do sistema fazem uso de um ponto de soltura informal e sem infraestrutura adequada. O novo espaço vai oferecer mais conforto e beneficiará os quase 8 mil moradores da cidade.

 

O novo terminal contará com salas administrativas, lanchonete, banheiros adaptados com acessibilidade, paraciclos e sete pontos de estocagem. Atualmente, 4 linhas passam pelo local com 164 viagens nos dias úteis, 100 aos sábados e 72 aos domingos. Além das linhas que operam na região, a linha 141.7 que atende Paranoá/Itapoã também passará pelo novo terminal.

 

As obras têm previsão de início para este ano e com um prazo de 180 dias. O investimento estimado é de R$ 959.218,25.

 

Já o Terminal Rodoviário do Itapoã será construído na Área Especial, quadra 203, ao lado da garagem de ônibus que, atualmente, é utilizada pela concessionária que atende o local. A região não possui ponto de soltura (ponto final) e este também será o primeiro terminal da cidade.

 

O novo espaço vai beneficiar cerca de 65 mil pessoas e será construído em um terreno com 9,5 metros quadrados que contará com 6 plataformas, 6 pontos de estocagem, 33 vagas para veículos, 20 vagas para motos, paraciclos, banheiros com acessibilidade, lanchonete, bicicletário e salas administrativas.

 

Atualmente, a cidade do Itapoã é atendida por 3 linhas com 111 viagens. Com a nova estrutura, outras linhas sairão da região oferecendo ampliação na oferta. As linhas que atendem o Condomínio La Font e o Terminal do Paranoá também passarão pelo local. Além disso, o novo terminal também passará a atender o residencial Itapoã Parque que está em fase acelerada de construção.

 

O investimento da obra é de R$ 3.930.160 e a previsão é que a construção comece ainda este ano e dure 540 dias, a partir do início dos trabalhos.

 

As propostas de ambas licitações, Varjão e Itapoã, já foram recebidas e estão sob análise da comissão. A conclusão do processo está prevista para outubro.

 

 

Expectativa em Arapoanga

 

O setor mais populoso da Região Administrativa de Planaltina terá o seu próprio terminal rodoviário. Arapoanga tem cerca de 46 mil habitantes e no horário de pico, entre 5h e 9h da manhã, a estimativa é que ocorram 115 partidas de ônibus nas proximidades de onde será construída a rodoviária, atendendo em média 7.300 passageiros por dia. O projeto para a construção do terminal está em fase de conclusão.

 

Moradora de Arapoanga há 15 anos, a auxiliar de limpeza Ângela Almeida entende que o terminal será importante porque deve aumentar a quantidade de linhas e de viagens. Ela mora na Quadra 13 e conta que costuma pegar ônibus longe do local onde será construída a rodoviária. Mesmo assim, comemora a notícia. “Muita gente reclama de falta de ônibus, de ônibus lotado e quando a gente perde uma viagem demora passar outro, daí chega atrasada ou perde o dia. Com o terminal, todo mundo vai ganhar, porque vai aumentar a quantidade de linhas”, afirmou.

 

Segundo Ângela, outro problema que o terminal deverá resolver é que muitas linhas de Arapoanga passam em outras cidades. “A gente precisa de linhas diretas e acho que quando tiver a rodoviária isso vai acontecer, porque a gente vê que nas cidades onde tem terminal tem mais linhas e mais viagem direta para o Plano”, completou.

 

A região de Araporanga conta com 16 linhas de ônibus, operadas por 76 veículos que fazem 281 viagens de segunda a sexta, 170 aos sábados e 94 aos domingos.

 

 

O terminal será construído em terreno de 6.400 m², na Avenida Erasmo de Castro, rodovia DF-130, em frente ao loteamento Portal do Amanhecer. A rodoviária terá 10 boxes na plataforma de embarque e desembarque, e 17 boxes para estacionamento de ônibus na fila de espera. O estacionamento público terá 12 vagas, além de um paraciclo. Os banheiros e as áreas comuns serão construídos de acordo com as regras de acessibilidade. Haverá também espaço para uma lanchonete.

 

 

Sol Nascente

 

Outra região administrativa que vai ganhar o seu primeiro terminal rodoviário é o Sol Nascente, que já se aproxima dos 80 mil habitantes. Uma estrutura rodoviária na cidade é uma reivindicação antiga dos moradores que se intensificou após a criação da RA, em 2019, e o grande crescimento populacional da região.

 

Para atender à solicitação, a Secretaria de Transporte e Mobilidade já está fazendo estudos que vão subsidiar o processo de licitação da obra. A elaboração do projeto já está em andamento e vai beneficiar diretamente cerca de 20 mil pessoas.

 

O lugar onde será construído o novo terminal já foi definido. O terreno com pouco mais de 24,2 mil metros quadrados está localizado na Quadra 105, conjunto M, AE1 – Trecho 2. O projeto conta com 6 plataformas, 7 pontos de estocagem, 20 vagas de estacionamento, paraciclos com 24 vagas, banheiros com acessibilidade e lanchonete.

 

 

Quem ficou feliz com a novidade foi a auxiliar de comunicação, Janaína Oliveira, que mora no Trecho II, local onde será implantado o terminal. A moradora afirma que os passageiros sofrem com o lugar onde costumam pegar o ônibus, pois é precário e não oferece conforto “Os moradores estão ansiosos pelo terminal. Precisamos de cobertura para nos abrigar do sol e da chuva e o ponto que pegamos os ônibus não tem. As coisas vão melhorar por aqui”. Janaína também ressaltou a facilidade de acesso a outras regiões administrativas. “Esse terminal vai facilitar e muito as viagens para outras cidades. Teremos um lugar melhor para ficar e com mais opções de itinerário para outras regiões”, finaliza.

 

 

E Janaína está certa. Com a infraestrutura do terminal, outras linhas serão criadas e haverá ampliação da oferta de transporte coletivo que atende o local e os usuários poderão ter acesso à destinos como Rodoviária do Plano Piloto, W3 Sul e Norte, SIA/SAAN, Águas Claras, Pistão Sul e Samambaia.

 

Atualmente, o Trecho II é atendido por 3 linhas com 229 viagens em dias úteis, 52 aos sábados e 29 aos domingos.

 

Acessibilidade no Gama

 

O terminal rodoviário Gama Centro, vai passar por uma reforma completa, com adequação da estrutura às normas vigentes de acessibilidade. O investimento do GDF é de R$ 4,6 milhões e a previsão é que a obra esteja pronta em 540 dias após o início. O edital de licitação está em análise jurídica e a expectativa é iniciar as obras em 2021.

 

A reforma vai proporcionar mais conforto para os usuários do terminal e segurança para as pessoas com deficiência. Entre os boxes de paradas dos ônibus serão construídas calçadas dotadas de rotas acessíveis. Serão eliminados os degraus das plataformas e das áreas comerciais do terminal. A medida é considerada de grande importância, segundo o presidente da Associação dos Deficientes do Gama e Entorno, Hélcio Gomes Ferreira.

 

“É quase impossível para a pessoa com deficiência acessar o terminal hoje, não há escadas para chegar aos banheiros ou nos locais de embarque. E para piorar, os ônibus param muito perto uns dos outros, não dá nem para descer o elevador para o cadeirante”, explicou.

 

 

De acordo com a Codeplan, 7,9% da população do Gama tem algum tipo de deficiência. Mais de mil estão cadastradas na associação presidida por Hélcio. Segundo ele, muitas pessoas com deficiência utilizam o terminal para chegar até o hospital e a delegacia. “Muitos cadeirantes transitam no meio da rua, porque as calçadas não têm acessibilidade. Por isso, essas obras de adequação são muito importantes”, afirmou.

 

Com a reforma, os 18 boxes do terminal serão realocados de forma que o telhado da edificação passe a proteger os usuários das intempéries no embarque e desembarque. O telhado será substituído e a cobertura ficará mais alta. Será feita ainda a reformulação dos sistemas elétrico, hidráulico, esgotamento sanitário e combate a incêndio, reforma dos seis banheiros e áreas administrativas, reconstrução do pavimento das áreas de circulação dos ônibus além da substituição de revestimentos de pisos e paredes das áreas comuns.

 

 

A rodoviária central do Gama ocupa terreno de 5.760,00 m², próximo a diversos órgãos públicos em área de grande movimentação de pessoas. Calcula-se que o centro do Gama tenha mais de 17 mil habitantes. O terminal possui 24 vagas para estacionamento de ônibus. Além das 21 linhas urbanas, o terminal recebe viagens do transporte rodoviário interestadual e semiurbano. Só a frota do DF chega a 84 veículos, com 872 viagens de segunda a sexta, 587 aos sábados e 414 aos domingos. O terminal possui cerca de 80 permissionários que desenvolvem diversas atividades comerciais, tais como lanchonetes, restaurantes, lotérica, farmácia, lojas de roupas e suprimentos de informática.