Governo do Distrito Federal
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22/06/15 às 21h17 - Atualizado em 7/11/18 às 16h39

Três empresas ocuparão 12 linhas da MCS que estão fora de operação

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Plano emergencial começa neste sábado e atenderá passageiros do Recando das Emas, do Riacho Fundo II, da Estrutural e do Guará

A partir de sábado (27), as viações Marechal, São José e Urbi assumem 12 linhas deixadas pela cooperativa MCS Transportes — empresa responsável por oferecer condução a passageiros no Recanto das Emas, no Riacho Fundo II, na Estrutural e no Guará. Desde 27 de maio, a companhia passou a apresentar irregularidades na prestação do serviço, chegando à paralisação total das atividades no início deste mês.

De acordo com o planejamento estruturado pelo Transporte Urbano do Distrito Federal (DFTrans), Marechal e São José se encarregarão de cobrir as linhas Estrutural/Guará, enquanto a Urbi ficará a cargo da rota Recanto das Emas/Riacho Fundo II. “Os responsáveis pela MCS foram notificados na semana passada e tiveram 72 horas para manifestarem alguma posição, mas não nos deram retorno”, informa o diretor-técnico do DFTrans, Adônis Ribeiro.

O plano emergencial tem vigência de 30 dias prorrogáveis por outros 30. Nesse período, cabe à Secretaria de Mobilidade estudar outro planejamento para concessões das linhas.

De acordo com o DFTrans, as empresas atuarão com frota reserva para atender aos usuários nesses trajetos. Cada uma delas, de acordo com o estipulado em contrato, precisa ter 5% extra de carros para eventualidades, como problemas técnicos, panes e consertos. A autarquia lembra que, na semana passada, todos os débitos com as cooperativas foram quitados. O valor da dívida do governo anterior com as cooperativas, inclusive a MCS, era de R$ 6 milhões. Segundo a presidente da Associação das Cooperativas de Transporte, Marlene Francisca Alves Chagas, a MCS Transporte vai encerrar as atividades. “A cooperativa não consegue lucrar apenas com a arrecadação das passagens”, opina.

De acordo com Marlene, o preço de R$ 1,50 gera prejuízo às empresas de transporte. “Precisaríamos de subsídio do governo para chegarmos, ao menos, ao valor de R$ 3,19, equivalente à menor tarifa cobrada pelas empresas de ônibus”, explica. A quantia custeada pelo poder público é conhecida como tarifa técnica, enquanto a paga pelo passageiro é a tarifa social.

Autuação e multa
A subsecretaria de Fiscalização, Auditoria e Controle, ligada à Secretaria de Mobilidade, autuou a MCS por descumprimento de contrato. A pasta elaborou relatório sobre os dias paralisados e solicitou a volta imediata da empresa às atividades — o que não ocorreu. “Enquanto a ordem de serviço estiver vigente, ela pode continuar sendo multada”, alerta o subsecretário, Fernando Pires. “A companhia corre o risco de ter o contrato rescindido”, completa.

Greve de 72 horas
Em assembleia na manhã de domingo (21), em frente ao Sindicato dos Rodoviários, no Setor de Diversões Sul (Conic), motoristas e cobradores das cooperativas decidiram paralisar as atividades na quinta-feira (25). A greve está prevista para durar 72 horas e vai afetar todas as cooperativas de micro-ônibus do DF: Planeta, MCS, MLF, Cootransp, Cootarde, Coobrataete, Coopertran, Coopatag, Cootaspe, Cootarde Convencional e Cooperride.

A representante das cooperativas, Marlene Chagas, destaca que os trabalhadores reivindicam equiparação salarial com os servidores das empresas de ônibus, com reajuste de 20%; aumento de outros 20% no tíquete-alimentação; e redução da jornada de trabalho em quarenta minutos, passando para seis horas diárias.

O DFTrans sabe que a interrupção nos serviços terá consequências para o transporte coletivo, mas lembra que as empresas continuam a operar normalmente e podem amenizar os efeitos da paralisação. “A greve afeta apenas as linhas internas das regiões, chamadas de circulares”, comenta o diretor-técnico do DFTrans, Adônis Ribeiro.

De acordo com Marlene Chagas, o número de micro-ônibus em circulação no Distrito Federal é de cerca de 400, com quase 2,7 mil funcionários. Os veículos transportam entre 350 mil e 400 mil passageiros diariamente.


Por Ádamo Araujo, da Agência Brasília, 22 de junho de 2015 – 17:04

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