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Maria da Penha ONLINE Governo do Distrito Federal
18/05/22 às 21h04 - Atualizado em 28/06/22 às 10h50

GDF mantém passagens de ônibus abaixo da metade do custo e sem aumento

Secretário da Semob explica que, sem subsídio, a tarifa custaria em média R$ 10,00

 

O usuário do transporte público coletivo do DF paga, em média, menos da metade do custo real de uma passagem de ônibus. Sem o subsídio do GDF, a passagem custaria o valor médio de R$ 10,00, enquanto que a média dos preços cobrados no DF é de R$ 4,00 com direito a integração com até três embarques em sequência.

 

Em entrevista nesta quarta-feira (18) ao canal CB Poder, do Correio Braziliense, o Secretário de Transporte e Mobilidade, Valter Casimiro, explicou que o modelo subsidiado mantém a tarifa acessível ao usuário.

 

O secretário explicou que no Distrito Federal o passageiro não paga o suficiente para cobrir o custo total do transporte coletivo. A remuneração do sistema vem da tarifa técnica, prevista nos contratos de concessão, que é igual ao custo do transporte de um passageiro. Uma parte desse custo é remunerada pelo usuário, por meio da passagem, e a outra parte é subsidiada pelo Governo como forma de manter o equilíbrio econômico-financeiro do sistema.

 

“É o melhor modelo de contrato para o transporte coletivo, pois permite que o sistema continue operando mesmo em momentos de crise, sem sobrecarregar na tarifa que é paga pelo usuário”, afirmou.

 

Casimiro explicou ainda o impacto da pandemia no custo da tarifa técnica. Segundo ele, durante quase dois anos, o sistema foi mantido com 100% da frota em operação e com baixa demanda de passageiros. O número de pessoas transportadas chegou a reduzir em 2020. Isso fez com que o custo do sistema aumentasse e por isso houve aumento nos valores de repasse para as empresas. Com o fim da pandemia, esse movimento do custo do transporte público ocorre ao contrário.

 

“O sistema está operando novamente com a mesma quantidade de pessoas transportadas antes da pandemia. Com isso a tarifa técnica vem caindo e vai continuar sendo reduzida até o final do ano. No próximo ano, sem esse impacto da pandemia, vamos voltar para um patamar de repasse menor, que era o que acontecia antes da pandemia”.

 

Sobre os preços das passagens, o secretário voltou a afirmar que não haverá aumento este ano. “O GDF, preocupado com a crise econômica que veio com a pandemia, decidiu manter 100% da frota em funcionamento e não aumentar as passagens”, disse.

 

De acordo com o secretário, além de remunerar mais da metade da tarifa técnica, o GDF paga também o custo total do transporte de estudantes e pessoas com deficiência. As gratuidades representam cerca de 20% dos gastos com transporte público no DF.

 

Melhoria do sistema

O secretário Valter Casimiro explicou que o modelo de contratos de concessão do transporte público coletivo do DF mantém o equilíbrio econômico-financeiro do sistema. Segundo ele, os valores que o GDF repassa para as empresas são verbas orçamentárias previstas em lei para pagar a tarifa técnica e manter o funcionamento do transporte.

 

Além de garantir a circulação dos coletivos durante a pandemia, a preços acessíveis, o GDF desenvolve uma série de ações para melhorar o sistema.

 

“Sabemos que a pandemia mudou o comportamento das pessoas, além do aumento dos combustíveis e outras questões que vão fazer com que muitos deixem o transporte individual e prefiram o transporte público. Temos de estar preparados para absorver essa demanda”, disse Casimiro.

 

Segundo o secretário, o GDF está trabalhando para realizar a nova licitação do transporte coletivo, e uma das medidas será aumentar a frota de coletivos. Outros projetos como a ampliação do metrô e a implantação do VLT na W3 também serão importantes para melhorar a mobilidade e o transporte público no DF.

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